Desculpas imensamente pela demora. Muita coisa aconteceu, dentre elas eu não ter tido tanto tempo, ou não estar inspirado ou mesmo o meu laptop que não prestava.
Vou falar neste post de como foi a temporada do Year of the Horse, meu primeiro espetáculo com a Decidedly Jazz Danceworks.
Foram três meses de intensidade com o aprender. Sobre a cidade, sobre o jazz feito na companhia, sobre o próprio inglês (que eu não sabia quase nada e tinha medo dizer as coisas erradas). Audrey e Sarisa foram de total importância para o meu entrosamento com toda a Escola e Cia, e para que eu compreendesse tudo da melhor forma possível. Rezo até hoje pelas duas, são amigas que levarei pra toda a vida. Nessa época eu ainda não me sentia muito capaz de fazer as coisas sozinho, não fazia outras aulas, não me misturava muito e tentava ao máximo entender tudo sem precisar de ajuda. Muitas vezes eu enlouquecia e me sentia triste por pensar na possibilidade de não estar dando conta de tudo.
Mas os resultados chegam para quem tem espírito de aventura, alma mochileira e adora desafios. Em três meses eu quase não pedia mais ajuda para entender o que eles estavam dizendo. É como todo mundo me disse antes: Com a convivência você acaba aprendendo bem mais rápido e depois de um tempo é como se o seu ouvido destampasse para o entendimento. No que diz respeito à dança feita na DJD todos estavam admirados com a rapidez que eu pego sequências e me empodero delas... Faltava entender o "feeling" e esse só vem com o tempo e com a experienciação repetitiva. Mas deu tudo certo, fui muito elogiado pelo publico, pelos bailarinos e pela escola (Na dança e no inglês).
Nesse tempo eu consegui uma casa com 4 meninos e nós 5 dividimos o aluguel, comida e atividades do lar. É um pouco longe do trabalho, segundo o pessoal da Cia, mas eu sempre fui acostumado a morar na periferida de Fortaleza e me deslocar para todo o resto da cidade. Moro perto do aeroporto e levo cerca de 35 minutos para chegar ao trabalho. Para mim isso é bem menos do que costumava levar para ir na UFC todos os dias. Enfim, abaixo tem algumas informações do primeiro trabalho e eu juro que vou tentar ser mais presente por aqui. Por favor me amem....
R.
Sobre o trabalho:
YEAR OF THE HORSE
7-15, NOVEMBRO, 2014
THEATRE JUNCTION GRAND
DJD começou sua temporada 2014-15 com o Year of the Horse, the completely fictional adventures of Josephine Baker, que ocorreram a partir de 07-15 novembro de 2014 no teatro Grand Junction. Com oito bailarinos, três músicos e oito cavalos mecânicos, Kimberley Cooper, coreógrafa e diretora artística da DJD, criou uma fantasia de ficção em um erótico cenário de outro mundo exótico. "Eu tenho interesse na idéia de Josephine Baker por algum tempo", diz Cooper. "Ela era um ícone da dança jazz, brilhante e uma pessoa interessante e inspiradora. No ano passado, a artista visual Lisa Brawn me disse que ela estava comprando uma coleção de cavalos mecânicos, do tipo que você colocava uma moeda e montava, no shopping quando você era pequeno. Eu caí no amor com a idéia de Josephine Baker em toda o seu fisico descontrolado, sexual, mas cômico, sobrevivência louca, gloriosa e instintiva dançando em uma paisagem cheia desses pôneis. Josephine nasceu no ano do cavalo por isso tudo parecia se encaixar. A produção final vai apresentar ao público uma experiência totalmente nova de jazz. Ele vai ser abstrato, de sonho e não-linear "A música é jazz original e contemporânea tocada ao vivo por um trio de piano:. Rubim de Toledo (compositor e baixista), Chris Andrew (compositor e piano), e Johathan McCaslin (bateria). A produção apresenta oito bailarinos: Rodney Diverlus, Audrey Gaussiran, Marc Hall, Catherine Hayward, Shayne Johnson, Natasha Korney, Rubéns Lopes, e Dinou Marlett-Stuart. Trajes foram criados por Natalie Purschwitz, influenciada pelo olhar de Josephine Baker em 1920 e iluminação foi projetada por Wladimiro A Woyno Rodriguez.
Nas mídias da cidade:
No YouTube:
e também este
Este é o cartaz do trabalho:

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